quinta-feira, 13 de novembro de 2008

igreja paroquial de S. João da Ribeira


Descrição

Planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor, rectangulares, com sineira e capela, rectangulares, adossados a S., e capela, anexo e sacristia, rectangulares, adossados a N. Volumes escalonados, com coberturas diferenciadas em telhados de uma, duas e três águas. Fachadas rebocadas e caiadas e em alvenaria de granito, percorridas por cornija saliente, assente, na nave, em cachorros, lisos e decorados com motivos geométricos e elemento antropomorfo, possuindo pilastras nos cunhais da frontaria e capelas laterais, coroadas por pináculos, e cruzes sobre acrotério no remate de todas as empenas. Fachada principal, em empena, orientada a O., com portal de verga recta, encimado por cornija saliente e arquitrave e sobrepujado por janelão rectangular. Sineira com dois registos, marcados por cornija recta, sendo o 1º cego e no 2º com ventana de arco pleno, com sino de metal, sobrepujada por cornija, coroada por pináculos, com cruz e catavento, ao centro. Alçados laterais, onde é visível o escalonamento dos corpos, rasgados por janelas rectangulares em todos os corpos, e portais, de uma arquivolta, em arco pleno, do lado do Evangelho, e de arco ligeiramente apontado, do lado da Epístola, com tímpano suportado em impostas lisas, na nave, e de verga recta, na capela lateral e anexo. Alçado posterior com janela rectangular na sacristia. INTERIOR em alvenaria regular de granito, com pavimento soalhado e tendo tecto, de madeira, em masseira, com caixotões entalhados e pintados, com florões relevados nos vértices, e pintados contendo inscrições com o Hino Litúrgico de São João, sobre cornija em madeira, também pintada. Coro-alto assente em arco abatido, em madeira, com balaustrada entalhada e órgão de armário. O sub-coro apresenta guarda-vento de madeira, com portas entalhadas, pia de água benta, estriada, ladeando o portal pelo lado da Epístola, e pia baptismal, do lado do Evangelho. A nave possui duas portas-confessionários, articuladas, em madeira, confrontantes, púlpito de base rectangular, sobre mísula pétrea, com balcão de talha dourada, do lado do Evangelho, e capelas colaterais, confrontantes, em vão de arco pleno assente em pilastras toscanas. Têm tecto em abóbada artesoada, pintada com motivos fitomórficos e com florão relevado no vértice e albergam retábulos em talha dourada e branca. Arco triunfal, pleno, sobrepujado por oratório, em talha policroma, com a representação da Santíssima Trindade, ladeado por dois retábulos de talha dourada. Capela-mor, com lambril de azulejos, porta rectangular para a sacristia, do lado do Evangelho, e sobre supedâneo com acesso por três degraus, retábulo de talha dourada, albergando trono eucarístico. Tem tecto em caixotões entalhados e pintados, com florões, assente em cornija saliente suportada por consolas decoradas com enrolamentos.


Características Particulares
Dos elementos da construção românica, provavelmente da segunda metade do séc. 13, restam, somente, os portais laterais de modinatura sensivelmente diferente, visto que um é de arco pleno e o outro ligeiramente apontado, a cachorrada da nave, elementos de cornija enxaquetada, no topo da nave, e, por cima do janelão da fachada principal, um tímpano decorado, reaproveitado neste paramento. A padieira do portal principal é encimado por fresta de descarga de forças. O lajeado fronteiro ao portal principal incorpora uma tampa sepulcral, em mármore. É provável que a igreja tenha tido uma primeira ampliação no séc. 17, com feitura das capelas colaterais, as menos profundas, e depois uma outra no séc. 18, já que os retábulos laterais avançam sobre aqueles arcos. O arco do coro-alto assenta, de modo invulgar, sobre 2 confessionários rectangulares confrontantes. Os tectos da navce e capela-mor apresentam estrutura típica do séc. 17, mas foram repintados no séc. 19, destacando-se o da nave, por apresentar as cornijas e traves também pintadas. O órgão positivo de armário no coro-alto deve ser igualmente do séc. 19. Nas capelas colaterais, os retábulos, de estrutura semelhante e em talha policroma, são de estilo joanino, e as sanefas das janelas dos finais do séc. 18. Os retábulos laterais são de transição de estilo nacional para o joanino e, juntamente com o retábulo-mor, de estilo nacional, constituem notáveis peças de talha, revelando um trabalho de superior qualidade artística. A representação da Santíssima Trindade sobre o arco triunfal é joanino. O púlpito, com acesso rasgado na espessura da parede da capela lateral, e o retábulo dedicado a Nossa Senhora do Rosário aparentam grande similitude estilística com o retábulo de invocação de Nossa Senhora das Dores, na Igreja Matriz de Ponte de Lima, cujo entalhador foi o artista Miguel Coelho. A imagem do menino sobreposto ao pelicano, que encima o retábulo de Santo António, é um motivo que aparece na arquitectura barroca bracarense, nomeadamente no Chafariz dos Pelicanos, na Praça do Município ( que veio do extinto Convento dos Remédios ) e num chafariz do Santuário de Porto de Ave ( Póvoa de Lanhoso ). O sacrário do retábulo de Santo António ostenta os símbolos da Paixão. Os pequenos altares entre as capelas das naves são neorococós.


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